terça-feira, 20 de março de 2007

Synthetic fiber industry in Brazilian petrochemical textile complex

According to Abrafas, sector of artificial and synthetic fibers is an important part of the “petrochemical textile complex”. As confirm studies of BNDES, the use of natural fibers tends to be substituted by the utilization of synthetic fibers. Nowadays, it has been divulged at important communication vehicles the return of investments in this area, with the future creation of Suape’s Petrochemical Textile Complex, in Pernambuco.

This initiative aims to recover the competitiveness of the sector, which was lost with commercial openness at the 1990 decade, with Real’s valuation. At this period, there was a productive reorganization in Brazilian textile sector, which it passed to import from Asian countries raw materials for national production, as the partially oriented yarn (POY).

This type of industry is intensive in use of capital and raw material, which needs an integrated productive chain, a large scale production, to, at this way, make the product be cheaper. In Brazil, at the 1990’s, most part of Brazilian companies of this sector had passed to many processes of fusions and acquisitions, being specialized in niches of high aggregate value, at superior stages, after the POY production.

Recently, the Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape), the Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), the Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene), the Petróleo Brasileiro S/A (Petrobrás) and the Petrobrás Química (Petroquisa) had made a reunion to do a Project structuralizing the petrochemical textile chain in Brazilian Northeast, to nationalize the production of POY, to promote a bigger integration of the productive structure and to raise the scale of Brazilian production.

This raw material will be produced by Citepe, whose shareholding composition come from Petroquisa (40%) and from Citene (60%). The Petroquímica Suape will be responsible for the production of PTA, an important raw material for this industry (ABIT). In this way, according to Petrobrás, Brazil will be able to face the international competition (TN Petróleo) and create more opportunities of economic growth.

This new industrial area will have the government support, which will supply the land, tax freeness and a huge investment at the region (Abrafas). Moreover, the Citepe will count with Banco do Brasil’s loans, for machines and equipments import and it’s also negotiating with the Banco do Nordeste (Jornal do Commercio).

The petrochemical textile sector is strategically important to Brazil, guaranteeing the national market supplying and generate exportable surplus. It’s expected that this project will attract important investments for Pernambuco, promoting a bigger regional development and, consequently, making more employs and yeld.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Mercados Futuros de commodities

Origem

Os mercados mais modernos de commodities se desenvolvem a partir de 1865, com o Chicago Board of Trade, onde eram realizados contratos futuros de matérias-primas. Os primeiros mercados de derivativos financeiros que surgiram utilizaram os mesmos mecanismos já empregados nos mercados de commodities (Farhi, 1998).

Características dos mercados futuros de commodities

Em mercados com grandes variações de preços, algumas operações podem ser consideradas arriscadas demais para as necessidades de algumas empresas. O agente, no caso, o produtor ou empresário, procura cobrir seus riscos ou por meio de operações no mercado à vista com entrega diferida, ou por meio de posições no mercado futuro, nos casos em que seu produto disponha de um contrato próprio.

A cobertura de riscos através de mercados futuros possui a vantagem de não exigir empate de grandes montantes de capital, devido à grande alavancagem que este tipo de mercado possui. Além disso, a possibilidade de liquidação nesses mercados é facilitada com o maior número de agentes atuantes, em busca de ganhos com especulação ou simplesmente com expectativas opostas às de determinado produtor (Farhi, 1998).

É importante destacar que as operações dos especuladores nos mercados futuros afetam os níveis de preços, contribuindo para sua volatilidade e para as distorções da chamada “base” ou “prêmio” (diferença de preços entre o mercado à vista e o mercado futuro). Suas operações são feitas a partir de expectativas sobre as direções dos preços.

Os especuladores, por meio de operações alavancadas, imobilizam apenas o montante determinado pela Bolsa ou sua Câmara de Compensação para o depósito original. A virtualidade do mercado futuro lhe permite operar comprando uma mercadoria ou um ativo que não deseja receber e/ou vendendo a descoberto algo que não possui (Farhi, 1998).

Nos mercados organizados, os negócios são feitos por meio de corretoras que recebem um determinado percentual em relação ao valor dos contratos ou, se os ganhos são significativos, recebem também uma participação nos lucros, com base nas cotações apresentadas na Bolsa de Mercados e Futuros (EconomiaNet).

Como é realizada a operação?

O investimento se dá da seguinte maneira: o “agente A” (transformador ou especulador) compra um contrato futuro de um “agente B” (grande produtor de commodity ou também ou especulador), por meio do qual o agente B se compromete a entregar daqui a determinado período de tempo uma quantia do produto, pela qual o agente A se compromete a pagar determinado valor.

Se o agente A for um especulador, ele não vai desejar ter a posse física dos produtos que está negociando com o produtor. O agente espera poder vender este contrato para um outro agente interessado no produto ou no ativo antes de sua data de vencimento, por um preço superior ao que pagou, de modo a obter um lucro com a transação. A mudança de posição no contrato ocorrerá quando o agente achar que o preço do produto estiver superior o suficiente para lhe proporcionar o lucro desejado (EconomiaNet).

No Mercado de Futuros, a maioria dos negócios é feita com finalidade especulativa, mas os compradores do produto final podem adquiri-los por meio de mercados futuros, com um preço predeterminado, além de evitar custos de estocagem. É o caso da Nestlé, que compra a matéria-prima básica de seus chocolates – o cacau – no Mercado de Futuros, determinando anteriormente os custos e o preço de seus produtos (EconomiaNet). As entregas, em geral, segundo a BM&F, não ultrapassam 1% do volume negociado. A explicação está no fato de que, na data de vencimento do contrato, o preço futuro e o físico se aproximam, de modo que, para o cliente, seja indiferente entregar/receber na Bolsa ou realizar essa transação no mercado a vista (BM&F).

O agente que optar pela entrega deve, por intermédio de sua Corretora de Mercadorias, formalizar essa intenção mediante o encaminhamento do aviso de entrega à Bolsa. Para a emissão do aviso de entrega, o vendedor precisa comprovar, por meio de documentos, que a mercadoria se encontra em um ponto de entrega (BM&F).

O investimento em mercados futuros de commodities, tanto para o agente especulador, como para o agente que procura fazer uma operação de cobertura de risco, deve levar em consideração, além dos possíveis ganhos em comparação com outras formas de investimento, o risco de reversão de tendência que ele corre ao tomar determinada posição neste mercado (EconomiaNet).

Operações de hedge no mercado de commodities

O princípio do hedge consiste em assumir, no mercado futuro, a posição simetricamente oposta àquela que se tem no mercado à vista, com o objetivo de cobrir os riscos presentes naquele mercado. É considerada hedge de venda a operação de cobertura de riscos do agente que tenha uma posição comprada no mercado à vista (produtor). A operação do agente com posição vendida no mercado à vista é conhecida como hedge de compra (feita, geralmente, pelo transformador).

O agente que detém uma posição (comprada no caso do produtor, vendida no caso do transformador) ao negociar em mercados futuros, corre o risco de ter perdas maiores do que o capital empregado (Farhi, 1998).

Caso os preços do produto negociado venham a subir, o produtor, que se comprometeu a vender seu produto por determinada quantia, terá que vender a um preço mais baixo que o de mercado ao transformador, o que dá a este agente um ganho de natureza especulativa. Todavia, se o preço da commodity for mais baixo que o estipulado no contrato, o agente terá que comprá-la a um preço superior ao preço de mercado, ou pagando ao produtor (ou agente com a posição comprada) a diferença de preços (Farhi, 1998).

A escolha varia conforme o grau de aversão ao risco do agente e suas expectativas de comportamento do mercado (EconomiaNet).

Em caso de uma quebra na produção, o produtor tem que comprar um outro contrato no mercado na mesma proporção que o seu, com posição vendida, de modo a “anular” seu contrato, independente do valor do contrato, podendo obter prejuízos. Por isso, os produtores procuram não divulgar informações sobre a produção, tentando obter mais vantagens no momento de tomar a posição vendida.

Da mesma maneira, o transformador (ou especulador), ao perceber que o preço da commodity vai cair, ou resolve liquidar o contrato antes da data de seu vencimento para obter um determinado ganho ou evitar maiores prejuízos, adota a posição inversa à anterior (passa para uma posição comprada) e paga (ou recebe) a diferença (EconomiaNet).

Exemplo

Tomemos o exemplo de um hedge de compra: em janeiro, um transformador de soja assina um contrato de venda a um preço determinado de farelo e óleo para entrega em junho. Para cumprir seu contrato, ele deverá começar a esmagar a matéria-prima em abril. Seu risco é que o preço da matéria-prima suba até abril, reduzindo o lucro esperado ou mesmo acarretando um prejuízo, na medida em que o preço de venda do farelo e do óleo já foi fixado. Para cobrir seu risco, o transformador deverá assumir a posição contrária no mercado futuro (comprar contratos no mercado futuro, liquidando-o quando tiver que comprar a matéria-prima no mercado à vista).

O hedge de venda, como o produtor de soja que terá uma certa quantidade de seu produto disponível para venda em alguns meses, é simetricamente oposto. Seu risco é de queda dos preços e, para cobri-lo, deverá vender contratos no mercado futuro, liquidando-os quando conseguir vender sua matéria-prima no mercado à vista (Farhi, 1998).

Operações de hedge no mercado atual

Como dito anteriormente, a “base” ou “prêmio” é a diferença entre o preço do produto no mercado à vista e no mercado futuro. Em circunstâncias normais, os preços dos mercados à vista e futuros tendem a mover-se na mesma direção, mas não necessariamente com a mesma magnitude durante a vida útil do contrato futuro.

Atualmente, as operações de hedge efetivamente realizadas estão, principalmente, relacionadas com a possibilidade de beneficiar-se das oscilações da base. Assim, um hedge de compra é efetuado quando o agente acredita que a base está muito estreita, fazendo com que a diferença entre os preços do mercado à vista e o mercado futuro seja inferior aos custos de carregamento. O hedge de venda é realizado quando a base está elevada, excedendo os custos de carregamento, estocagem, além do custo de oportunidade para a compra deste contrato.

Neste caso, as operações de cobertura não atuam necessariamente como um mecanismo de cobertura de risco pelos agentes. Na verdade, tais contratos podem ser uma tentativa de obtenção de lucros extras pelos agentes envolvidos com a própria produção física do bem.

O resultado final de uma posição coberta no mercado futuro é igual à expressão da variação da base. O saldo da operação independe da variação dos preços, estando exclusivamente relacionado com a da base, com o risco especulativo de preços sendo transferido para outro participante do mercado. Mas a realização desta operação de hedge faz com que não exista a possibilidade de ganhos por meio de variações nos níveis de preços. Por outro lado, esse tipo de operação tem uma volatilidade inferior que a das cotações, apesar de também ter um certo grau de incerteza.

Tal inovação financeira permite que seja realizada uma cobertura de riscos mesmo em ocasiões nas quais os preços variem num sentido desfavorável à posição tomada no mercado à vista.

Os mercados futuros freqüentemente podem apresentar graves distorções de preços em relação aos praticados no mercado à vista (bolhas especulativas). As distorções verificadas são conseqüência da interação entre as operações de hedge e de especulação com a dinâmica de formação de expectativas, que se refletem mais rápida e nitidamente nas cotações futuras. É importante afirmar que os mercados futuros podem acentuar ainda mais estas distorções ao permitir acesso fácil e direto aos mecanismos de alavancagem (Farhi, 1998).

Referência bibliográfica

FARHI, M. O Futuro no Presente: Um Estudo dos Mercados de Derivativos Financeiros. Tese de Doutoramento. IE, UNICAMP, 1998.







sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007